da Redação
Publicado em 18/04/2008 às 12:27

Luiz Couto: “CPI não deve servir aos obcecados por holofotes”

O deputado Luiz Couto (PT-PB) criticou nesta sexta-feira (18) o fato de algumas CPIs estarem se transformando em palanques e citou como exemplo a iniciativa da oposição de criar uma CPI no Senado com idêntico propósito da CPMI dos Cartões Corporativos.

Luiz Couto lembrou que, “graças aos esforços da oposição e da mídia que faz oposição ao governo Lula”, está comprovado que a própria CPMI dos Cartões Corporativos está apurando o que um analista político apropriadamente chamou de “a escandalização do nada”.

“Tem e teve problema com os cartões, mas é bom lembrar que todas as informações que a imprensa divulgou sobre o assunto foram geradas pelo próprio governo, através da CGU (Controladoria Geral da União), que apurou os fatos e deu os encaminhamentos necessários. Mas o fez de forma tão distorcida que um instrumento de transparência de gastos públicos, os cartões, em função de desvios localizados e de pequena monta passou a ser satanizado pela opinião pública”, comentou o deputado.

De acordo com o parlamentar, isso aumenta a necessidade de fazer com que as CPIs sejam, de fato, instrumentos de investigação séria, fiscalização, de controle, e não palanques em ano eleitoral, cenários para disputa política ou, “pior ainda, palco para alguns obcecados por holofotes”.

Segundo Luiz Couto, “o que tem ocorrido em muitas CPIs instaladas e que funcionaram de 2003 até hoje é um ‘faz-de-conta’, uma luta política para ver quem aparece mais na mídia, quem dá mais entrevista e consegue apresentar fatos ou factóides, que depois não são comprovados”.

Luiz Couto disse esperar que o Congresso Nacional recupere o sentido das CPIs de apurar com profundidade as questões e que não se repita o que está se vendo agora. Para ele, uma CPI não deve ser transformada em comissão parlamentar de invencionice, de algo que não existe.

“Precisamos apoiar as CPIs que apuram fatos importantes, que trazem elementos para o debate e para a reflexão, e não o que a oposição tem tentado fazer no Parlamento brasileiro” acrescentou o deputado, que já foi relator de uma (Grupos de Extermínio) e membro de três CPIs na Câmara.
(Assim)

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