Fábio de Barros Araújo
Publicado em 25/04/2008 às 14:00

Menino ou menina? Depende do que (e quanto) ela come

Acabou de sair o resultado de uma pesquisa em conjunto realizada pela Universidade de Exter e Oxford, na Inglaterra, onde mostra que os primeiros indícios do sexo do bebê estão relacionados com os hábitos alimentares da mãe.

Embora o sexo seja geneticamente determinado pelo cromossomo X ou Y do esperma do pai, parece que o corpo da mãe tem capacidade de direcionar o viés do sexo do embrião.

O estudo, publicado no jornal “Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences” (Procedimentos da Sociedade Re al B: Estudos Biológicos), mostra a ligação entre a alta energia consumida no ato da concepção e o nascimento dos filhos. A diferença não é grande, mas suficiente para explicar a baixa natalidade de homens em países mais industrializados, incluindo os Estados Unidos e a Inglaterra.

A razão pela qual um tipo de comida ingerida pela mãe pode determinar se o feto vai ser masculino ou feminino é ainda uma incógnita. Em todo caso, estudos relacionados à fertilização in vitro indicam que altos níveis de glicose encorajam o surgimento de embriões-macho, enquanto inibe as fêmeas.

É provável que isso deva ao fato de que embriões-macho são menos viáveis em mulheres que limitam a ingestão de comida, como “pular” o café da manhã, por exemplo.

A base de dados da pesquisa é limitada e questionável, uma vez que foi realizado através de auto-sugestão com as mães, onde elas mesmas controlaram as suas próprias informações, dando margem à imprecisão da pesquisa. Em todo caso, o resultado sugere um pequeno, mas não insignificante declínio na proporção do nascimento de meninos, entre países industrializados, nos últimos 40 anos. Apesar do fato de que as mulheres têm consumido mais alimentos, os seus hábitos alimentares têm mudado bastante.

Nos Estados Unidos, por exemplo, a proporção de adultos que tomam regularmente o café da manhã, por exemplo, caiu de 86% para 75%, entre 1965 e 1991. Embora as mulheres possam estar comendo mais, uma dieta pobre em nutrientes pode estar menos favorável a um embrião masculino.

Outro fator que pode ser determinante é o nível de glicose, flutuante entre futuras mamães que fazem dietas um pouco antes de engravidar. Em animais, bebês-machos são mais freqüentes onde as mães dispõem de um vasto recurso de alimentos.

Em resumo: para os futuros papais que quiserem meninos, tratem bem das mamães, com quantidade e qualidade de comida. Mas se quiserem menina, a coitada da mãe vai ter que passar fome e passar por um regime daqueles.

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Fábio de Barros Araújo

é advogado, tem 34 anos, formado em Direito pelo Unipê, em João Pessoa-PB, em 1995, com especialização em Mediação, Negociação e Arbitragem, pelo Instituto Brasileiro de Mediação, em São Paulo. Assessor Jurídico da Secretaria de Comunicação Social da Prefeitura de João Pessoa, também tem como área de interesse o direito internacional, ambiental, imigração e comércio exterior, fonte dos textos que abastecerão semanalmente a coluna no Paraíba News.

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