Célia Leal
Publicado em 08/07/2008 às 17:08
Música, bálsamo da vida
Hospital busca lenitivo para aliviar dor de pacientes e levar bem-estar à equipe de trabalho
O provérbio “Quem canta seus males espanta” demonstra bem a sabedoria popular acerca do bem que a música faz ao ser humano. Partindo dessa premissa ilustro algumas situações em que a música tem sido usada como um verdadeiro bálsamo. Seja no alívio da cura de males; para criar um ambiente de relaxamento; para alterar estados de humor ou então para renovar energias. Em outras situações temos regressado a uma época do passado, só por ouvirmos uma determinada canção. Isso demonstra o poder que a música exerce sobre nós.
Baseado em situações concretas em que a música tem apresentado resultados significativos, ressalto o trabalho musical que o professor e maestro Luiz Carlos Otavio vem realizando no Hospital Santa Isabel, em João Pessoa. Após a criação de um coral naquela unidade hospitalar composto por servidores e médicos e, posteriormente, a inclusão da música durante visitas à enfermos, percebemos que os mesmos se sentem muito bem a partir da audição musical. Esse resultado tem estimulado tanto os coralistas quanto à própria direção do hospital na pessoa da diretora Aleuda Nágila de quem tem recebido apoio integral.
O Coral do Santa Isabel também faz apresentações extra hospital, mas é, principalmente, nas enfermarias, Unidades de Terapias Intensivas (UTI´s) e vários departamentos do hospital que o grupo desenvolve esse trabalho com boa recepção por parte dos internos e servidores. Segundo Luiz Carlos, os pacientes sempre agradecem e expressam bem-estar após as apresentações do coral nesses ambientes.
Além do trabalho contínuo e permanente, o Coral do Santa Isabel cumpre uma agenda cultural durante as apresentações a partir de datas oficiais como Natal, Ano Novo, Carnaval, São João, São Pedro, Dia das Mães, dos Pais, entre outras. Para cada data específica um repertório apropriado e relacionado à temática.
Luiz Carlos disse que o repertório escolhido dá ênfase a Música Popular Brasileira (MPB) e a musica paraibana de qualidade “e a recepção é muito boa por parte dos pacientes”, comentou. Uma preocupação constante do maestro é com o volume do som na hora das apresentações nos ambientes dos internos. “O importante é que os enfermos sintam bem-estar”, declarou.
”Nós temos tido apoio significativo de todos os setores por parte dos médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos, servidores etc”, disse Luiz Carlos ressaltando que todos têm a consciência de que a música tem também uma função terapêutica, de convivência e harmonização.
Para o maestro essa é sua primeira experiência numa unidade terapêutica de um hospital. “Embora todo coral busque um trabalho artístico mais aperfeiçoado, a função principal desse trabalho tem como meta ajudar e contribuir, de alguma forma, com o melhoramento do estado dos pacientes assim como criar também um ambiente mais leve que a arte propicia”, disse.
Canções de compositores como Gonzaguinha, Milton Nascimento, Renato Teixeira, Luiz Gonzaga, Milton Dornellas, Adeildo Vieira, Livardo Alves e muitos outros, causam bem-estar aos enfermos. “Diariamente comprovamos o poder que a música tem exercido sobre essas pessoas” disse o maestro. Que bom se exemplos assim fossem seguidos por outras administrações hospitalares.
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Célia Leal
Célia Leal - Jornalista e Relações Publicas, graduada pela UFPB. Como repórter durante 15 anos, foi premiada algumas vezes. Já tendo atuado com destaque nos jornais A União, Correio da Paraíba e O Norte, além ter assessorado vários sindicatos, políticos e ONG,s. Também foi produtora e editora da Revista Mosaico, redatora do Portal Correio e do telejornal Cidade Revista.http://paraibanews.com/author/celia
jornalista.celialeal@hotmail.com
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11/07/08 às 1:51
é isso ai…
veja como é possivel,quando se quer,
tornar o ambiente de trabalho e de
recuperaç~cao da saude agradavel,prazeroso.
Parabens MAESTRO.
Parabens,Celia,pela bela matera
12/07/08 às 9:47
Parabens,pela sensibilidade de entender a importancia deste projeto, e ter a “cumplicidade “em divulga-la.
Parabens ao maestro pela ousadia.
Parabens aos trabalhadores pela oporyunidade,
Parabens aos usuarios pela receptividade.
Enfim,sim é possivel.
Que tenha a santa continuidade.
Abraço a todos.
Seu admirador Isaac