Hiran Reis e Silva
Publicado em 28/01/2009 às 23:26
Desafiando o Rio-Mar: Codajás/Anori
Há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam”. (Henry Ford)
Por Hiram Reis e Silva (Anori, AM, 15 de janeiro de 2009)
- Codajás
À tarde do dia 13 de janeiro saÃmos com o secretário de Cultura Cleuci Barbosa Alves para uma volta pelo municÃpio. Cleuci nos levou até as plantações de Açaà e ao sÃtio onde será instalada a usina Termelétrica da cidade, movida pelo gás natural de Urucu. O secretário afirmou que, infelizmente, as empresas contratadas pela Petrobras estão poluindo igarapés e comprometendo vertentes d’água, sem qualquer comprometimento com o meio ambiente. Ao retornar, já na Casa de Cultura de Codajás, fotografei algumas peças de cerâmica indÃgena encontradas à s margens do Badajós. Segundo o secretário, nenhuma instituição cientÃfica realizou levantamentos no sÃtio arqueológico de Badajós.
Gostaria de deixar registrado um agradecimento aos proprietários e funcionários do Hotel Cunha e Cunha pela qualidade das instalações e atendimento prestados.
- Largada para Anori
Acordamos à s 04h30min e solicitei à PolÃcia Militar para antecipar o horário antes agendado, para podermos carregar nossos pertences; partimos à s 05h30min. Na primeira curva do rio Solimões fiz uma parada, como era de praxe, para descansar após 01h40min de navegação e 21 km percorridos. O Romeu e a Maria Helena tinham avançado por demais e continuaram remando, sumindo da minha linha de visada. Após tomar um pouco d’água e comer umas bananas, retornei ao rio procurando pelos dois parceiros, com a resolução de parar novamente só após alcançá-los. Mantive minhas remadas compassadas tentando avistar os dois remadores.
- Chegada em Anori
Avistei a foz do Anori e fui novamente saudado por botos tucuxis e um enorme boto vermelho, o maior e mais belo que já havia visto. Ele não possuÃa nenhum matiz de cinza e exibia seu dorso de um vermelho formidavelmente homogêneo. Ao passar por alguns flutuantes e entrar em um dos acessos ao lago, a correnteza forte me assustou e procurei navegar pelo lado de dentro das curvas. Como já fazia algum tempo que eu não ingerira alimento ou lÃquido, resolvi saborear algumas ‘araçás’ que abundam as margens do lago. A frutinha, muito semelhante no aspecto e no gosto à s acerolas, me revitalizou e consegui, inclusive, emparelhar com um dos motores que se dirigia a Anori e acompanhá-lo até o porto.
- A ‘mão amiga’ da PolÃcia Militar, da Consag e Prefeitura de Anori
Aportei no flutuante da Consag, mais uma vez. Um dos membros da companhia, que já nos conhecia desde Coari, fez as apresentações e, rapidamente, o caiaque foi guardado pelos amigos da Consag no depósito. Serviram-nos uma caldeirada no flutuante mesmo e acionaram pelo 190 nossos ‘anjos da guarda’ que, chefiados pelo sargento Osmar, apresentaram-se imediatamente no local e carregaram nosso material para a viatura policial. Antes de embarcarmos na viatura, o Sargento Osmar nos apresentou o vice-prefeito do municÃpio, senhor Ângelo Barroso, que foi nos receber pessoalmente no porto e nos franqueou a alimentação e pousada na sua cidade. O Osmar saiu conosco para tentar encontrar acomodações nos hotéis da cidade, lotados com funcionários da Consag. Fui levado até o restaurante Cinco Irmãos para nossas refeições e depois de uma busca exaustiva fomos acomodados nos Hotéis SK e Maria Isabel.
- Primeiro dia em Anori (14 de janeiro de 2009)
Tomei um bom banho, lavei minhas roupas, descansei um pouco e me dirigi ao restaurante lá pelas 15h00min para o almoço. A Maria Helena passou pela rua enquanto eu almoçava e eu a chamei. Depois do almoço, fui até a lan house e consegui contatar a minha filha Vanessa, o amigo Araújo e a amiga Mary. Como estava lenta demais, desisti de enviar as fotos de Coari que tinha tirado no último dia. Às 20h00min concedemos uma entrevista, na Rádio Comunitária Anori FM, aos dinâmicos repórteres Roberto e LetÃcia, que nos agendaram outra para as 08h00min horas do dia seguinte.
- Segundo dia em Anori (15 de janeiro de 2009)
Depois do café, à s 07h00min nos deslocamos para a rádio e, no caminho, fomos convidados pela senhora Nazaré, que ouvira a entrevista do dia anterior, para um café. Depois da entrevista, o Romeu foi para o porto para mostrar os caiaques para a gurizada local e eu sai com o Secretário do Turismo e Meio Ambiente senhor Edir Mota Moura. O municÃpio carece de um centro cultural e de uma casa de cultura;o balneário planejado pela administração anterior ficou só no papel, enfim, o Secretário tem muito o que fazer… Embora não sejam diretamente ligada à sua pasta, as escolas que visitamos, tanto do municÃpio quanto do estado, estão muito longe daquelas que pudemos observar ao longo da calha do Solimões. Embora a infra-estrutura seja fácil de reparar, achamos que o desafio maior seja o de tentar comprometer a comunidade com a manutenção e preservação do patrimônio público. ConcluÃmos nosso tour pela cidade entrevistando duas queridas freirinhas gaúchas, cujo teor da entrevista vamos colocar no blog.
- Agradecimento a Anori
GostarÃamos de agradecer especialmente ao Sargento PM Osmar, ao Vice-Prefeito Ângelo Barros e a seu secretário do Turismo e Meio-Ambiente Edir Mota Alves, ao pessoal da Consag e aos repórteres LetÃcia e Roberto, da Anori FM, por tornarem nossa estada na cidade tão agradável e produtiva.
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Hiran Reis e Silva
Hiram Reis e Silva Coronel da Reserva da Arma de Engenharia, atualmente professor de Matemática do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA) - RS. Experiência nas áreas Engenharia Rodoviária, Análise de Sistemas, Comunicações, Operações na Selva, Geografia, História e Antropologia. Palestrante consagrado em assuntos relativos à Amazônia Brasileira.http://www.paraibanews.com/author/hiranreis
hiramrs@terra.com.br
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