Carlos Priess
Publicado em 03/02/2009 às 7:55 - 91 exibições

Maior crescimento com os caminhos de ferro!

Temos que concordar, nosso país, num todo, vive uma era de crescimento, com o Governo Federal procurando seguir o projeto proposto pelo Presidente Lula, antes das eleições, com a Carta ao Povo Brasileiro e o Programa de Governo.

As diretrizes partiram de três idéias essenciais: I – a necessidade de retomada do crescimento sustentável da economia brasileira; II… – processo de ajuste das condições macroeconômicas e a implementação de reformas estruturais; e III… enfrentar graves problemas, como a subnutrição e a extrema pobreza que atingem parcela significativa da nossa população.

O setor ferroviário, o caminho de ferro, no dizer de nossos colonizadores, faz parte do imaginário de várias gerações. As ferrovias nos primórdios, de nossa história, tiveram um papel importante como alavanca no desenvolvimento industrial do país.

Retomamos o crescimento, mas temos que ajustar dentro das reformas estruturais previstas e que estão sendo implementadas, a interiorização dos meios de transporte, para que as riquezas produzidas sejam transportadas com eficácia e agilidade. Apesar da privatização do sistema ferroviário brasileiro, ainda sentimos a falta de atenção e investimentos, que, em verdade, prevaleceu durante décadas.

Para as várias regiões brasileiras, a melhoria da malha ferroviária, tem sido um processo lento e quase nulo. Como ingressamos numa era moderna do desenvolvimento, sem contar com um sistema nacional de transportes multimodais, estaremos sempre na dependência das rodovias, precárias e esburacadas, para a movimentação de cargas e de passageiros.

Somos um país de dimensões continentais e necessitamos de um transporte de carga e pessoas, eficiente e barato. E as ferrovias se encaixam nesse perfil, por ser um modal bastante econômico, seguro e sustentável, como nos grandes países.

A utilização de ferrovias como meio de transporte, de 1854, até hoje, tem passado por muitas crises e as conjunturas históricas e política, tem registrado em verdade, um recuo e abandono. Hoje, as ferrovias desestatizadas, passam por um processo de melhoramento, mas ainda apresentam muitos problemas, e sem expansão. Tudo pela falta de ação dos concessionários e da classe política, sempre omissa nos problemas do país.

O Governo Federal baixou MP 427, de 9/05/2008, que acrescenta e altera dispositivos da Lei 5.917, de 10/09/1973, que aprova o Plano Nacional de Viação e reestrutura a VALEC – Engenharia, Construções e Ferrovias S.A., mas, para tanto, se torna necessário, que o Congresso Nacional aprove e trabalhe intensamente, para que tenhamos um maior crescimento através do aumento e da manutenção das ferrovias, como prevê a referida Medida Provisória.

Precisamos ligar os portos ao interior do país exigindo que nossos Deputados e Senadores trabalhem realmente. A MP, em questão, acha-se no Congresso e até já tem parecer do Senador Valdir Raupp. Nossos caminhos de ferro fazem parte de uma emenda na ampliação da ferrovia Norte-Sul (EF-151), na estruturação de uma malha de pontos do norte, em conexão com os portos de Santa Catarina para o escoamento da produção, em especial com os de Itajaí e Navegantes, passando por um ponto estratégico São Paulo, que é o município de Panorama, que nos ligará com o restante do interior país. Trata-se um entroncamento da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, vital para Santa Catarina mandar a sua riqueza e receber o que precisa de regiões distante da costa marítima.

Aumentando, pois, a malha ferroviária, terá o país, um melhor caminho para o nosso crescimento. Para tanto, é necessário que cada município, através de seus prefeitos, vereadores, a sociedade organizada, estejam analisando a sua realidade, pressionando seus Deputados e Senadores, para que elaborem projetos de ferrovia e levem a bom termo, junto ao Governo Federal.

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Carlos Priess

CARLOS FERNANDO PRIESS é advogado e economista, tendo sido Diretor da Bradesco Seguros, onde trabalhou durante 30 anos. Tem especialização em Português Visão Discursiva, Docência do Ensino Superior, Reengenharia e Recursos Humanos, Mestrando em Direito Portuário, pela Univali de Itajaí, já com 74 anos de idade, em fase e elaboração da sua Dissertação. A margem de suas atividades profissionais, sempre colaborou com jornais de Santa Catarina. Atualmente é Diretor de Indústria e Comércio na Prefeitura de Itajaí.

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