Jorge Noda
Publicado em 04/02/2009 às 0:29
Esperança para a família
“Acaso há para o SENHOR coisa demasiadamente difícil?” (Gn 18:14).
Deus prometeu dar a Abraão e Sara um filho em sua velhice. Humanamente falando, Sara não estava em condições de conceber. Ela sabia disso. Por essa razão, ela riu, achando estranha a promessa da palavra de Deus. Nós também somos tendentes a ter o mesmo sentimento de Sara quando se trata de esperar coisas que, para nós, são difíceis de se concretizar, especialmente no contexto da família. A esperança do passado transformou-se me desalento e ficamos resignados, pensando que devemos abandonar qualquer expectativa da intervenção de Deus. Tal atitude não somente entristece o coração de Deus, é uma afronta a ele, pois nos recusamos a olhar para a sua onipotência e deixamos nos convencer que o visível é a realidade inevitável.
Deus nos faz esta pergunta: “Acaso há para o SENHOR coisa demasiadamente difícil?” Você conhece algo que nem mesmo Deus pode fazer? Você acha que a situação diante da qual você está é um caso difícil até mesmo para Deus? Você se deixa convencer que é uma pessoa realista, “pé no chão”, e que, portanto, não vai se deixar iludir pela expectativa da ação soberana daquele que sustenta o universo?
Ainda que Deus pareça estar demorando, não desista de confiar nele. Ele é o nosso Pai, seu amor é eterno, sua bondade não tem fim, suas misericórdias renovam-se a cada manhã, seu propósito não se frustra, seu poder não definha, sua graça é ilimitada, sua fidelidade é firme como a rocha. Nosso intercessor é o próprio Senhor Jesus, nosso consolador é o Espírito Santo, a promessa de Deus é o nosso farol.
Por isso, continue orando por seu esposo, mesmo quando você não vê nenhum sinal de mudança. Continue colocando diante de Deus aquele filho que se afastou de Deus e está buscando felicidade naquilo que é passageiro. Não deixe de interceder por irmãos e irmãs que abraçaram crenças estranhas e seguem a doutrinas opostas à Palavra de Deus. Persevere na fé, mesmo que as circunstâncias pareçam desfavoráveis.
Sara era velha demais para conceber, Isaque nasceu. O Mar Vermelho parecia ser o obstáculo intransponível, Deus o abriu. A rocha no deserto era seca, dela jorrou água. Daniel estava diante de leões famintos, Deus lhes fechou a boca. O cego era de nascença, Jesus lhe deu a visão. O coxo não podia andar, ele saltou de alegria. O morto já cheirava mal, foi ressuscitado. Jesus já estava há três dias, a morte não pode detê-lo. A igreja sentia-se temerosa e frágil, Deus mandou o Espírito Santo. Mil anos de escuridão espiritual na Idade Média, Deus levantou os reformadores.
Deus tem o poder de superar todas as nossas expectativas em relação à nossa família e em tudo o mais. Por isso, não duvidemos da promessa de Deus. Não demos a risada da incredulidade. Não façamos das circunstâncias senhoras da nossa esperança. Pelo contrário, mesmo quando tudo parece apontar em outra direção, continuemos perseverantes na convicção de que “não haverá impossíveis para Deus em todas as suas promessas”.
Rev. Jorge Issao Noda
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Jorge Noda
Jorge Issao Noda é natural de Foz do Iguaçu, no Paraná. É pastor evangélico, professor de teologia e escritor. Atua na área de educação da Fundação Cidade Viva.http://www.paraibanews.com
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