Carlos Priess
Publicado em 22/02/2009 às 17:16
Evitando o contágio!
Diante dos problemas dos EE. UU. é necessário que os responsáveis pela economia brasileira não se deixem contagiar pela crise americana. Precisamos que tudo continue dando certo para o Brasil continuar crescendo.
Vivemos um momento histórico em nossa economia e temos condições de continuar avançando, apesar da conjuntura ruim de nossos parceiros americanos, entretanto, temos que nos preparar para tanto. A equipe econômica do Governo tem demonstrado competência e embora possa parecer não está o país preparado ainda para grandes crises internacionais, que provoque uma maior turbulência no crédito e no consumo nos Estados Unidos, que seguramente provocará uma desaceleração forte na economia mundial.
Mas o fortalecimento do Brasil, China e Índia, presentemente, ainda dependentes das exportações para o mercado americano, poderá reduzir as exportações brasileiras e a cotação do commodities, que são produtos básicos de amplo consumo, geralmente agrícola ou mineral, de grande importância econômica internacional porque é amplamente negociado entre importadores e exportadores.
E a cotação do commodities é resultado da falta de liquidez na economia americana e a fuga de capitais dos mercados futuros. Temos que ir em busca de novos compradores, não deixando o Brasil se contagiar com a crise na economia americana.
Já sentimos que os preços do commodities estão sendo contagiados e puxando para baixo as ações da Petrobrás e da Vale, em função da falta de liquidez na economia americana e a fuga de capitais dos mercados futuros. Só não cai mais porque a demanda chinesa e a especulação nos mercados estão impulsionando os preços para cima.
Importante registrar que a Vale irá contratar 62 mil pessoas pelo mundo nos próximos cinco anos. Serão 32 mil empregos diretos e 30 mil terceirizados, sendo 80% dessas vagas aqui no Brasil.
Diante do cenário hostil como se apresenta para os americanos, uma série de reformas que reduzam o custo tributário e trabalhista das empresas, no Brasil, se fazem necessárias para aumentar a competitividade na luta por maior por espaço no mercado internacional.
As eleições estão próximas e para o legislativo, 2008 está quase terminando. Nossos “operosos” deputados e senadores estarão com os olhos nas eleições municipais, nos seus redutos eleitorais, porque o resultado será decisivo para quem tenta a reeleição em 2010.
Diante da grandiosidade do mercado da China, para evitar o contágio da crise americana, precisamos de fortes investimentos públicos, o que nos garantirá demanda para o commodities metálico e agrícola. Precisamos continuar acelerando a nossa economia, porém, haverá mais mercadorias sendo transportadas numa estrutura viária totalmente deficiente e já em colapso. Igualmente, temos que melhorar e expandir mais o nível de escolaridade e de mais mão-de-obra qualificada.
O Brasil é o melhor dos quatro BRICs, ou seja, os principais países emergentes do mundo, a saber, Brasill, Rússia, Indía e China, tendo, pois, a qualquer custo evitar o contágio da crise americana, contra-atacando, como já está fazendo a Vale.
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Carlos Priess
CARLOS FERNANDO PRIESS é advogado e economista, tendo sido Diretor da Bradesco Seguros, onde trabalhou durante 30 anos. Tem especialização em Português Visão Discursiva, Docência do Ensino Superior, Reengenharia e Recursos Humanos, Mestrando em Direito Portuário, pela Univali de Itajaí, já com 74 anos de idade, em fase e elaboração da sua Dissertação. A margem de suas atividades profissionais, sempre colaborou com jornais de Santa Catarina. Atualmente é Diretor de Indústria e Comércio na Prefeitura de Itajaí.http://www.paraibanews.com/author/priess
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