Carlos Priess
Publicado em 22/04/2009 às 14:46
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A tragédia da burocracia!
A tragédia, causada pelas chuvas, foi uma verdadeira calamidade. Mas hoje, passada a grande catástrofe que vivemos, nos defrontamos, agora, com uma calamidade maior, que é a burocracia brasileira, pelo menos, para a nossa região.
É a calamidade da burocracia do Estado brasileiro, que tem sido cruel, para Santa Catarina e de forma especial para ItajaÃ.
No caso das enchentes do nordeste, o Presidente Lula atendeu aos apelos dos Governadores e, diligentemente, mandou editar um Diário Oficial extraordinário, num sábado, para que pudesse ser publicada uma Medida Provisória aprovando crédito orçamentário da ordem de 613 milhões de reais para atender as vÃtimas das enchentes.
E na segunda-feira seguinte, logo cedo, estava com todo seu staff de Ministros reunido com os Governadores, Deputados e Senadores, com prestÃgio, junto ao Presidente e em especial, com os burocratas, que comandam a máquina administrativa de BrasÃlia.
E em Santa Catarina? Como ficamos? Afinal, o Presidente Lula sobrevoou Florianópolis, Blumenau, o Vale do Itajai e outras áreas inundadas. Com visivel emoção pelo que nunca tinha visto, prometeu mobilizar o governo, liberar verbas para o mutirão nacional de recuperação de Santa Catarina.
Mas a desgraça pública da burocracia, tudo tem feito, para que nada seja resolvido, como precisamos e como o Presidente, se nos parece, ter determinado.
Muito tem sido feito, claro, mas não quitou o seu débito e ainda deve, os juros das promessas, pois no aeroporto, antes de regressar a BrasÃlia era visivel a sua emoção e o empenho em resgatar a dÃvida com os que perderam tudo e pediram tão pouco.
Nossos parlamentares, demonstram, desconhecer a Constituição Federal, que no seu art. 21, determina que nos casos de calamidade pública, emergências, cabe à União arcar com as ações de atendimento, prevenção, recuperação, e não usam a sua força junto aos burocratas de BrasÃlia, embora, quem sabe, os nossos Deputados e Senadores, em sua maioria, não tenham vontade, ou capacidade.
Uns poucos, felizmente, estão lutando bravamente, com força e vigor, como o Prefeito de ItajaÃ, Jandir Belini; deputados Ângela Amin (Florianópolis), Acélio Casagrande (Criciuma), Claudio Vignatti (Cunha Porã) e Edinho Bez (Gravatal), procurando uma solução, para os entraves, pois, a calamidade ainda vem prejudicando, em especial, o nosso Porto, por consequência também, todo o Estado e o paÃs.
Dos 108 municÃpios atingidos em Santa Catarina, somente 16 tiveram seus relatórios de danos aprovados pela Defesa Civil para receber os recursos, como foi destacado pelo deputado José Carlos Vieira (Joinville), que propôs a realização na Comissão de Fiscalização e Controle, uma audiência pública que debateu a burocracia governamental no atendimento à s vÃtimas das inundações de novembro.
A burocracia está impedindo que o dinheiro seja repassado, prejudicando milhares de famÃlias que ficaram desabrigadas em razão das chuvas fortes e que não têm como voltar para suas casas.
E o Porto de ItajaÃ, os portuários e seus familiares, a cidade, o Estado, são as maiores vÃtimas da calamidade da burocracia, nossa maior tragédia.
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Carlos Priess
CARLOS FERNANDO PRIESS é advogado e economista, tendo sido Diretor da Bradesco Seguros, onde trabalhou durante 30 anos. Tem especialização em Português Visão Discursiva, Docência do Ensino Superior, Reengenharia e Recursos Humanos, Mestrando em Direito Portuário, pela Univali de ItajaÃ, já com 74 anos de idade, em fase e elaboração da sua Dissertação. A margem de suas atividades profissionais, sempre colaborou com jornais de Santa Catarina. Atualmente é Diretor de Indústria e Comércio na Prefeitura de ItajaÃ.http://www.paraibanews.com/author/priess
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