Carlos Priess
Publicado em 23/05/2009 às 8:34

O controle da natalidade!

Embora esteja o país produzindo pobres e famintos, diminuindo os espaços habitacionais e inclusive nos presídios e casas de recuperação de menores, a verdade, é que ainda é um tabu falar a respeito do controle da natalidade.

Todos sabem que é urgente se pensar e agir, em relação ao tema, para diminuirmos a miséria atual, e muito mais no futuro, pois não temos habitação, comida, nem tampouco emprego para os pobres.

Precisamos lembrar que grande parte dos problemas de hoje, como mendicância, violência, analfabetismo, deficiência no atendimento médico, e tantos outros, poderiam deixar de existir se tivesse havido planejamento familiar para todos no Brasil.

As estatísticas publicadas pelo IBGE dizem que a taxa de natalidade baixou no Brasil, o que é verdade em relação à classe média em especial. As famílias mais esclarecidas, na atualidade já pensam no controle familiar.

Entretanto, isso nos mostra, também, que para cada criança da classe média nascem cada vez mais crianças pobres. Como a progressão é geométrica, e a classe média começou a diminuir sua prole pelo menos há cinqüenta anos, não é de admirar que hoje as ruas estejam lotadas de crianças e adolescentes sem um mínimo de infra-estrutura, como casa, comida, roupas e estudo.

O governo, assim como a classe média e alta, jamais se preocupou com um planejamento familiar, e também nada tem sido realizado, diante do aumento de crianças carentes, para melhorar assistência médica, alimentar e escolar. Como os políticos nada fazem, apenas prometem e não cumprem, vivemos os terríveis e cruéis problemas acarretados pelo aumento desordenado da população carente.

Tem sido uma tradição a classe pobre migrar para a cidade buscando melhores condições de trabalho e educação. Devido à falta de crescimento na economia, de forma a atender a população, assistimos que o aumento da migração do campo para a cidade, aumenta cada vez mais o número de pobres, que se encontram na miséria, pois falta oportunidade nos grandes centros.

E a inexistência de controle da natalidade, não é por culpa dos pobres, pois jamais lhes foi dada uma oportunidade, de forma gratuita. Nunca se fez uma campanha para mostrar as vantagens de um número menor de filhos. Nunca foi explicado à população que as igrejas e os maus políticos só lhes interessam um maior número de seguidores, e a super população, sem estudos é mais fácil de manipular.

Igualmente, nunca foram ventiladas as razões de não se discutir abertamente, o controle da natalidade, nas escolas, nas universidades, na TV, nos jornais, nas comunidades de bairro as consequências de deixar ao Deus dará um assunto de vital interesse para todos.

Precisamos em verdade, enfrentar esse grande problema de frente, utilizando os meios de comunicação, com o apoio dos professores, empresários, chamando a atenção do público para a necessidade de se controlar a natalidade.

É necessário parar de não fazer nada para impedir as crianças de vir e depois procurar ignorar que estejam aqui. Precisamos é claro cuidar das que estão aqui agora, e ao mesmo tempo, vamos planejar quantas virão e aonde vão dormir, estudar, comer, trabalhar.

O ideal é controlar efetivamente a natalidade para que possamos dar conta de diminuir a ignorância, a mendicância, o estupro, a prostituição infantil, as drogas, o abandono, prisão e mortes prematuras.

A população cresce a cada dia e o desenvolvimento industrial e tecnológico mal administrado, voltado apenas para o lucro, de uns poucos e a falta da execução das políticas públicas sociais, de saúde, o descaso com o meio ambiente, prejudica a todos. E isso precisa ser discutido, para que se coloque em prática um planejamento familiar.

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Carlos Priess

CARLOS FERNANDO PRIESS é advogado e economista, tendo sido Diretor da Bradesco Seguros, onde trabalhou durante 30 anos. Tem especialização em Português Visão Discursiva, Docência do Ensino Superior, Reengenharia e Recursos Humanos, Mestrando em Direito Portuário, pela Univali de Itajaí, já com 74 anos de idade, em fase e elaboração da sua Dissertação. A margem de suas atividades profissionais, sempre colaborou com jornais de Santa Catarina. Atualmente é Diretor de Indústria e Comércio na Prefeitura de Itajaí.

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