da Redação
Publicado em 28/06/2009 às 12:46
Beto Brito e Quinteto Violado valorizam a cultura regional
De um lado, a interação entre o erudito e o popular, fundamentada na identidade nordestina. Do outro, o cordel musicado com pitadas de repente, peleja, coco, toré, baião, martelo e cordel, pontuado pela rabeca e viola. Foi nesse caldeirão junino que o Quinteto Violado e Beto Brito balançaram a noite do São João de João Pessoa – O Melhor da Gente, neste sábado (27), na Praça Antenor Navarro.
O público ainda pôde conferir, no Largo de São Frei Pedro Gonçalves, a riqueza da cultura popular paraibana, em uma verdadeira lição de inclusão social. A realização é da Prefeitura de João Pessoa (PMJP), por meio da sua Fundação Cultural (Funjope). O compositor e escritor de cordéis, Beto Brito, com rabeca em punho e muita disposição no palco, fez um show baseado nos três últimos álbuns gravados – ‘Pandeiro Sideral’ (2002), ‘Mei de Feira’ (2004) e ‘Imbolê’ (2007). Para ele, a festividade junina na Capital atualmente é apresenta um diferencial positivo, se comparado aos demais eventos semelhantes no Nordeste.
“A Prefeitura faz uma renovação da cultura, que sempre existiu e está mais viva do que nunca. A capital paraibana é um exemplo de cidade que não precisa apelar para fazer um São João de qualidade, com uma verdadeira atividade cultural de bom gosto”, comentou Beto Brito. “O que aconteceu em Caruaru (Pernambuco), que valorizou nossa cultura, é reflexo de uma visão consistente do que João Pessoa está fazendo”, acrescentou.
No palco, Beto Brito sacudiu a praça Antenor Navarro com músicas próprias conhecidas do público, a exemplo de ‘Xote Mei de Feira’ e ‘Pandeiro Sideral’. Ele também deu um palhinha do novo projeto, que será gravado em 2010, com ‘Chovendo no roçado’. O cantor encerrou a apresentação com a música ‘Cantiga de Sapo’, de Jackson do Pandeiro, que foi o grande homenageado deste ano na festa junina da capital.
Reafirmando a idéia de que toda arte é sempre a universalização do popular, o grupo pernambucano Quinteto Violado provou como é possível mesclar os elementos musicais da cultura regional e os princípios eruditos. No palco, o grupo se destacou com interpretações das músicas ‘Numa sala de reboco’ (Luiz Gonzaga e José Marcolino), além de ‘Sabiá’ e ‘Riacho dos Navio’, sendo essas duas de Luiz Gonzaga e Zé Dantas.
Cultura popular – Os fragmentos da cultura paraibana que ajudam a formar a identidade desse povo festeiro foram mais uma vez relembrados e enaltecidos no Largo de São Frei Pedro Gonçalves. Coco de roda, declamadores de cordel, afoxé, reizado zabelê, nau catarineta e banda de pífano foram os ritmos deste sábado. Na opinião do chefe da Divisão da Cultura Popular da Funjope, Emilson Ribeiro, que foi homenageado na noite deste sábado por Vó Mera e Seus Sobrinhos, o segmento tem sido reconhecidamente valorizado pela atual gestão municipal. “Acima e tudo, isto é inclusão social e não apenas cultural”, observou. Ralabucho pela noite adentro – Quem ainda teve fôlego, ainda houve a opção de “balançar o esqueleto” durante toda madrugada no Espaço Mundo e do Arraial do Candeeiro Encantado. Os dois locais disponibilizaram shows de artistas paraibanos, graças a uma parceria com a Funjope.
(da Secom/JP)
