Fábio de Barros Araújo
Publicado em 01/07/2009 às 11:01
Vacina contra a nova gripe aprovada – Para cães
Existe um novo vírus da gripe por aí. Inicialmente parece ser letal e tem causado pânico. Entretanto, já está claro que o número de vítimas fatais é relativamente pequeno, e, mesmo assim, apenas para aqueles já em situação de risco de morte. É particularmente perigoso aos que tem o focinho achatado, isto é, para os da raça pug ou shi-tzu, por exemplo. Sim, estou falando de cães.
Trata-se do novíssimo vírus H3N8. O vírus, acreditam os cientistas, pularam de cavalos para os cães há cerca de cinco anos atrás, mas até agora nunca infectou seres humanos.
Semana passada, o Ministério da Agricultura dos Estados Unidos anunciou que foi aprovada uma vacina para a nova gripe.
Enquanto o medo de um novo vírus tem apavorado o mundo, desde o advento da chamada gripe aviária (H5N1), ou da gripe suína (H1N1), pouco se fala da gripe canina, exceto em lugares onde há muitos casos confirmados, com o sul da Florida, a Filadélfia , Denver e subúrbios de Nova York, todos nos Estados Unidos.
Vale lembrar o famoso adágio dos infectologistas, que diz “que e a única coisa previsível sobre o vírus da gripe é que ele é imprevisível”.
“Nós não sabemos ainda o que esse vírus poderá fazer”, disse a Doutora Cinda Crawford, pesquisadora da Universidade da Florida e da equipe de descobridores do novo vírus.
Quando a Doutora Crawford começou a estudar o vírus, em janeiro de 2004, uma misteriosa onda de pneumonia surgiu, atacando muitos cães de corrida, comuns no sul da Florida. Mas no ano seguinte, ela notou que casos iguais foram detectados em sete estados diferentes, transmitidos por cães que teriam esfregado os seus focinhos em paredes de lugares públicos ou que dividiam potes de água. Também há uma hipótese em que seres humanos seriam hospedeiros, ao carregar o vírus encrustados em suas roupas. Com isso, chegou-se a terrível previsão de que o vírus poderia matar entre 1% a 10% de todos os cães na América.
Uma percentagem de 5% dos infectados vem a óbito. Em comparação, a gripe espanhola, que dizimou milhões de pessoas no passado, o percentual era de 3%.
Mas a sua disseminação não está ocorrendo de forma tão dramática. Dos 50 estados americanos, 30 apresentaram casos, mas a maioria em locais de alta concentração de cães, como abrigos, centros de criação e lojas especializadas.
“Estima-se que 10 mil cães possam estar infectados, mas num universo de 70 milhões, ainda é um número insignificante”, disse a Doutora Crawford.
Sobre a possibilidade da mutação do vírus para os seres humanos, alerta o Doutor Edward Dubavi, pesquisador da Universidade de Cornell e também da equipe da Doutora Crawford:
“Cinco mutações ocorreram para que o vírus passasse dos cavalos para os cães. Se houver mais duas mutações, será preocupante”.
Em todo caso, não há motivo para pânico, já que uma vacina já foi aprovada.
Só nos resta torcer para que novas gripes advindas de animais não nos atinjam. Seria uma lástima pegar uma gripe logo do melhor amigo do homem.
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Fábio de Barros Araújo
é advogado, tem 34 anos, formado em Direito pelo Unipê, em João Pessoa-PB, em 1995, com especialização em Mediação, Negociação e Arbitragem, pelo Instituto Brasileiro de Mediação, em São Paulo. Assessor Jurídico da Secretaria de Comunicação Social da Prefeitura de João Pessoa, também tem como área de interesse o direito internacional, ambiental, imigração e comércio exterior, fonte dos textos que abastecerão semanalmente a coluna no Paraíba News.http://paraibanews.com/author/fabio
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