da Redação
Publicado em 02/07/2009 às 11:39
Evolução do comércio de João Pessoa é tema de exposição
Em 1929, João Pessoa (que ainda era conhecida como Cidade da Paraíba) via nascer, através das mãos de alguns trabalhadores e no meio de um descampado de árvores e areia, uma de suas principais marcas comerciais.
Hoje, do telhado de um de seus edifícios mais altos, vemos a avenida Epitácio Pessoa formigando de carros, ônibus, pedestres e, principalmente, lojas e estabelecimentos comerciais – além das muitas árvores, preservadas graças à uma consciência ambiental exemplar. Essa visão foi uma das experiências vividas pelo fotógrafo Rizemberg Felipe (foto), ao ser convidado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do estado da Paraíba para retratar a evolução comercial de João Pessoa, baseado em fotos históricas que datam desde a década de 20.
A idéia é expor, lado a lado, as fotos do comércio antigo e do atual, retratando a evolução comercial a qual a capital foi submetida desde o século passado até os dias de hoje. O convite ao fotógrafo foi realizado de forma especial, já que Rizemberg tem demonstrado em seus trabalhos um olhar interessante e uma aproximação minuciosa com João Pessoa. “Eu tenho uma intimidade com a cidade há mais de dez anos. Conheço outras metrópoles, até mesmo do exterior, e admito que nenhuma delas é tão especial quanto João Pessoa”, garante ele, que trabalha com fotografia há 15 anos. “Sempre em meus trabalhos, na fotografia ou no cinema, procuro usar e destacar João Pessoa como cenário. Primeiro pela história rica e viva guardada aqui, e depois porque ela tem uma magia, um contorno e um brilho que não se encontra em nenhum outro lugar”, completa ele, orgulhoso, entre um clique e outro de sua máquina.
O itinerário da sessão de fotos começou pelo centro da cidade, no parque Solón de Lucena, e por suas ruas adjacentes, a exemplo da Santo Elias. Onde há menos de 100 anos existiam apenas sítios e uma lagoa natural, hoje o lugar é cenário de um caldeirão comercial em todos os setores, marcado por pessoas e mais pessoas pelas calçadas do centro da cidade, onde o comércio torna-se o protagonista da história. Descendo um pouco, na cidade antiga, as casas preservadas da Maciel Pinheiro e Barão do Triunfo abrigam hoje dois dos corredores comerciais mais importantes de João Pessoa – um de ferragens e construção e outro no setor de móveis. Esses pontos estratégicos se solidificaram não apenas pelo comércio desenvolvido, mas também pela preservação histórica de sua arquitetura antiga.
Subindo em direção à Epitácio Pessoa, é notável a presença comercial que marca a principal avenida da cidade. Do telhado de um prédio de 13 andares, Rizemberg clica, sob uma perspectiva única, a intensa valorização do comércio na avenida e em seus arredores. A Epitácio se transformou no maior corredor comercial da cidade e principal via de acesso a quase todos os bairros da capital.
Finalizando a sessão de fotos, já no fim da tarde, Rizemberg registra uma visão cosmopolita e metropolitana dos bairros litorâneos de João Pessoa, que ostentam os altos prédios, por exemplo, de Tambaú, com edifícios residenciais de alto nível, hotéis luxuosos e fachadas dignas de uma cidade exemplo no setor do comércio, serviços e turismo, e que mostrou um desenvolvimento sólido nos últimos cem anos.
As fotos serão temas de uma exposição idealizada pela Confederação Nacional do Comércio, que acontece em Brasília já na primeira semana de julho, em comemoração à Semana do Comércio. Os retratos antigos da capital foram conseguidos com o apoio fundamental do fotógrafo e historiador Arion Farias, que cedeu as fotos de seu acervo pessoal. A exposição retrata, além de João Pessoa, o desenvolvimento comercial de cada estado, através das diversas unidades da Fecomércio pelo país. Sobre o convite e a parceria firmada com a instituição, Rizemberg mostra-se grato e orgulhoso. “Já tive a Fecomércio como parceira em outras atividades, e esse convite consolida essa parceria”, afirma. “Saber que a instituição está vendo a cidade sob meu olhar é um grande orgulho para mim”, conclui.
(Assim)






