Alan Kardec Borges
Publicado em 09/11/2009 às 13:44

Como criar um jingle para deputado

Antes de tudo, é preciso compreender que existem dois tipos de jingles: dos candidatos majoritários e dos proporcionais. E cada tipo tem um formato diferente e uma linguagem distinta. Porém, o que vemos na prática é uma completa falta de profissionalismo.

O jingle para uma campanha de deputado precisa ser “curto e grosso”, valorizando a mensagem principal, slogan, o nome do candidato e o número. Na Paraíba, Por exemplo, serão cerca de 400 candidatos a deputado, cada um com seu jingle. Ou seja, uma profusão de mensagens que acaba poluindo a cabeça do eleitor.

Agora vamos pensar como um eleitor, que estará suscetível a centenas de jingles. Será que o principal (mensagem, nome e número) estará sendo assimilado pelo eleitor??? É óbvio que não. A maioria dos jingles cai no erro de contar uma “historinha” infindável do candidato, repleto de adjetivos positivos e que não dão valor ao principal: mensagem, nome e número.

É preciso entender a função de um jingle numa candidatura proporcional. O jingle não convence o eleitor a votar! Ele apenas lembra o candidato, seu nome, número e mensagem principal. É um reforço de toda a comunicação da campanha, faz parte do MIX de marketing (4Ps). Muitos políticos caem na ilusão de que o jingle vai convencer o eleitor a votar. Puro engano. Um jingle deve ser repetitivo, com duas ou três frases de efeito e um bom destaque no slogan do candidato.

Jingle bom é aquele que faz o eleitor inconscientemente “cantar” a melodia, decorando o número e o nome do candidato espontaneamente.

Por outro lado, as candidaturas majoritárias (prefeito, governador e presidente) devem e podem construir um jingle mais substancial, mais longo e menos repetitivo. Aqui a concorrência é menor, cerca de cinco candidaturas em disputa. O eleitor terá mais facilidade em absorver a mensagem do jingle.

ATENÇÃO: Comunicação é o que os outros entendem, não o que a gente fala!

Letra definida é hora de pensar na musicalidade da peça publicitária. Um jingle – salvo raras exceções – precisa ser alegre e contagiante. Uma boa maneira para não errar, é sempre utilizar ritmos locais, que o eleitor já esta acostumado. Exemplo: frevo em Pernambuco, forró na Paraíba, samba no Rio de Janeiro… e assim vai.

Uma campanha eleitoral precisa ser contagiante, precisa de carisma e alegria. E jingle é música! Ele estará presente em carreatas, passeatas e demais eventos com participação popular.

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Alan Kardec Borges

Alan Kardec Borges é especialista em marketing político e propaganda eleitoral pela USP e bacharel em Comunicação Social pela Universidade Federal da Paraíba. Já participou de diversas campanhas eleitorais no Estado da Paraíba, mas atualmente atua como consultor de marketing político no Estado de São Paulo. http://www.votoemarketing.blogspot.com/

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