Maria de Assis Codorna
Publicado em 04/02/2010 às 15:53
Ricardo Coutinho não é aventureiro
Aqui no Brasil, há quem garanta que é preciso ter espírito aventureiro para alguém se candidatar a algum cargo eletivo. O que de certa forma é verdade. A cada eleição, o que não faltam são políticos aventureiros de todas as espécies e estirpes, tanto pela ótica positiva quanto pelo viés pejorativo.
No bom sentido da palavra aventureiro, existem aquelas pessoas do bem, conhecidas ou sem nenhuma fama (os mais comuns dos cidadãos), que entram na política partidária e tentam se eleger a algum posto público. Porém, são sufocadas por esquemas político-financeiros, cerceadas e até mesmo impedidas de exercerem o direito à candidatura.
É que na grande maioria das vezes as legendas partidárias estão nas mãos de grupos familiares ou econômicos, quase sempre comandadas por “aves-de-rapina” ou “raposas-velhas” da política, que fazem da sigla partidária o que bem entendem. Se sentem donos do partido.
Já no aspecto pejorativo, existem também aqueles verdadeiros políticos aventureiros, sem nenhum preparo para o cargo eletivo a disputar e, na maioria das vezes, sem escrúpulos ou modos democráticos adequados. Geralmente é alguém com poderio econômico ou um novo membro do velho projeto de continuidade política de alguma família elitizada. É a famosa política de pai pra filho.
Nos dois casos, o que se vê é o de sempre: o crescente poder dos grupos que controlam as agremiações partidárias no país. Para os chamados eleitores mais conscientes, fica cada vez mais difícil a possibilidade de se votar em uma pessoa determinada ou correta. Esse é um dos preços da democracia baseada em partidos fracos e em políticos aventureiros.
É bom enfatizar também que não existem somente os políticos aventureiros. É real a existência de idéias e de projetos aventureiros. No início deste ano mesmo, a ministra-chefe da Casa Civil e pré-candidata do Partido dos Trabalhadores (PT) à presidência da República, Dilma Rousseff, apontou o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) – sob controle e a serviço de pessoas como José Serra, Fernando Henrique Cardoso e de Cícero Lucena e Cássio Cunha Lima na Paraíba – de ter um projeto político “aventureiro” na área econômica.
A ministra fez um alerta sério e que poucos setores da imprensa levaram em conta. Ela disparou: “O grave também é querer ter uma política absolutamente aventureira no que se refere a juros, no que se refere a câmbio e também no que se refere às metas de inflação. Se a gente tiver um pingo de seriedade, nós vamos ver que nós conseguimos controlar a inflação”.
Dilma foi firme em sua análise, afirmando que o governo do presidente Lula (PT) conseguiu construir uma política econômica independente e bem sucedida. “Nós tivemos a capacidade de termos uma política que deu ao Brasil condições de fazer sua própria política, de acabar com aquela história de ir com o pires na mão, como eles iam no Fundo Monetário Internacional (FMI). Então, nós acreditamos que nossa política econômica foi muito bem sucedida e achamos ser um aventurerismo falar uma coisa dessas”, respondeu a pré-candidata, referindo-se a promessas de lideranças tucanas de que, caso ganhassem as eleições, iriam acabar com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
E o que tudo isso tem a ver com o prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho, do Partido Socialista Brasileiro (PSB)?… Tudo… Tudo, mesmo!!!
Eu estou vivendo em João Pessoa há dois anos. Tempo suficiente para observar a política local e separar o joio do trigo. Ricardo Coutinho é o que se tem de melhor na política paraibana. E arrisco a dizer: do país! Ele representa tudo o que há de bom para os filhos desta terra.
Esse perfil do prefeito não se afina com essa famigerada possível aliança entre PSDB e PSB (e de sobremesa, com o submundo obscuro do DEM a reboque). Ricardo é um homem de princípios e de objetivos coletivos determinados. Ele não pode entrar nas sombras do aventurerismo. Pois essas cabeças pensantes do mal, abrigadas sob o guarda-chuva do PSDB e do DEM, se assemelham às mais horrendas criaturas do umbral da política brasileira e paraibana.
Ainda acredito que a luz da política desenvolvida pelo prefeito Ricardo Coutinho irá, em breve, afastar esse fantasma do retrocesso, pois aliar-se a Cássio Cunha Lima e a tudo que ele representa é atrair pra si os piores dos espíritos zombeteiros… É o encosto dos encostos!
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Maria de Assis Codorna
Maria de Assis Codorna, 36 anos bem vividos.codornamaria@bol.com.br
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10/02/10 às 4:57
Parabéns pelo artigo. Você é um misto de ousadia e destemor. Qualidade de poucos!!!