Pedro Marinho » Colunistas | Colunistas [d3]
Publicado em 26/11/2008 às 7:16 - 82 exibições
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Tem como cassar um arcebispo?

O competente administrador público Ruy Leitão, estupefato com a conduta do Arcebispo Dom Aldo Pagotto, escreve imperdível artigo, com o título acima e que tomamos a liberdade de extrair parte do seu texto: “Grande parte dos católicos da Paraíba, entre os quais me incluo, assiste estarrecida a manifestação política da maior autoridade da igreja em nosso Estado, arcebispo Dom Aldo Pagotto. Não é comum ver um ministro de Deus se portar de forma tão partidária e apaixonada em defesa principalmente de quem comprovadamente cometeu ilícitos. Causa perplexidade ver um religioso concitando a população a se rebelar contra uma decisão judicial, destilando um sentimento de raiva contra quem recuperou legitimamente um mandato de governador que lhe foi subtraído pela metade. É lamentável que se faça uso de sua autoridade eclesiástica para avalizar atos de corrupção eleitoral”. O artigo de Ruy Leitão publicado em vários portais merece ser lido por inteiro.

O SENADO NÃO ABRE MÃO DO PALETÓ

O senador Gerson Camata, (PMDB-ES) alegando que vivemos num país tropical, pretendia extinguir a exgencia do uso do paletó e gravata no Senado, porém a sua ideia não prosperou, sendo rejeitada por unanimidade pela Mesa-Diretora daquela Casa.A ponderação de Camata é que a não utilização de terno pelos funcionários e parlamentares da Câmara e do Senado, seria bom para reduzir despesas com energia elétrica. Para Camata, a medida não só representaria economia de gastos públicos, mas também diminuição de emissões de carbono na atmosfera. Tudo bem, os parlamentares podem continuar fazendo uso do paletó, desde que tais vestimentas não sejam pagas com o dinheiro do contribuinte.

PARA QE SERVE O CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA?

O presidente da OAB do Rio de Janeiro, Wadih Damous ao se referir ao CNJ – Conselho Nacional de Justiça, não vacilou e já foi sapecando: “O CNJ é inútil e sua existência tem como único resultado mais mordomias para seus ocupantes e mais gastos para o contribuinte.” Pois é, faz sentido a critica, pois, pois existem tribunais nos Estados, que há meses foram intimados para exonerarem alguns cargos comissionados e tirarem das fachadas dos seus prédios os nomes de pessoas vivas e os seus presidentes simplesmente fizeram ouvidos moucos, ou seja, não adotaram nenhuma das providencias determinadas e nada aconteceu aos mesmos.

A ASSEMBLÉIA E AS SUAS MÚLTIPLAS SESSÕES

Ainda repercutindo negativamente em todo País, as múltiplas sessões realizadas pelo parlamento paraibano em plena segunda-feira, aprovando de afogadilhos, vários planos de cargos e salários, bem como o orçamento para 2009. Vários fatos chamaram, a atenção para tal evento, primeira é que estando o governador Cássio Cunha Lima cassado, eticamente tais matérias deveriam esperar o desenrolar dos acontecimentos. O segundo aspecto é o comparecimento em plena segunda-feira, com toda disposição para o trabalho, do presidente Artur Cunha Lima, sempre ausente daquela Casa, inclusive o show que o mesmo deu ao ser questionado pelo deputado Gervásio Maia e finalmente a suspeitíssima queda da energia, ocorrida no prédio exatamente quando o deputado oposicionista Leonardo Gadelha fazia uso tribuna. A Paraíba não merece um legislativo assim tão subserviente.

PTB CONTINUA COM CÁSSIO

Apesar das circunstancia de um eventual afastamento do governo do Estado, o presidente estadual do PTB, deputado federal Armando Abílio, defendeu a unidade do grupo do governador Cássio Cunha Lima. Ele disse que a orientação do seu partido é votar em Ricardo Coutinho (PSB) para o Governo do Estado e em Cássio para senador, nas eleições de 2010. “Conforme Abílio, a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não altera em nada a posição e o apoio do partido ao tucano. A orientação do PTB é apoiar Ricardo Coutinho, que é do PSB para o governo do estado em 2010, e o tucano Cássio Cunha Lima para o Senado Federal”, esclareceu. Pode-se dizer tudo de Armando Abílio, mas jamais que o mesmo não é fiel aos amigos.

O RECURSO DE ROMERO JUCÁ

A CCJ(Comissão de Constituição e Justiça) do Senado irá apreciar hoje e votar o recurso do líder do governo Senador Romero Jucá. Com relação à decisão do presidente Garibaldi Alves em devolver a Medida Provisória da Filantropia que muito denominam de “pilantropia”. Saindo da CCJ, o recurso será então apreciado pelo plenário, que ira decidir se a devolução pode se efetivar. A questão é que se ficou nessa lengalenga sobre devolver ou não a MP e o fato principal não foi levantado, ou seja, quem foi o “espertinho” que induziu o governo a erro, enviando tal MP ao Congresso Nacional, beneficiando inclusive as instituições caloteiras. É bastante claro quem alguém estava levando alguma vantagem com a aprovação dessa excrescência. Com a palavra o Ministério Público Federal.

FREUD O SUJISMUNDO

Chega as bancas o livro: “Madame Freud”, uma obra de autoria da psicanalista francesa Nicole Rosen, baseado em cartas que a esposa de Freud, Marta trocava com parentes e amigos. Dentre outras coisas, a mesma revela que Freud que cuidou tanto dos problemas da mente, não cuidava do próprio corpo, pois não gostava de banhar-se e o cheiro de suor e tabaco incomodava muito a sua esposa, que revelou que sequer o olhava no leito de morte, pois o odor era tão desagradável, que até o cachorro dele se afastava. Vôte, Assim é Freud.

PARA PENSAR:

“A franqueza não consiste em dizer tudo o que se pensa, mas em pensar tudo o que se diz”. Victor Hugo

Esta coluna é publicada diariamente em quatro portais.

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Pedro Marinho

Pedro Marinho é bacharel em Direito e milita na imprensa desde 1970, sendo sócio nr 206 da API. Na sua vida profissional, aposentou-se como delegado de polícia dos extintos Territórios Federais, tendo trabalhado no Terriotório de Rondônia desde o ano de 1980, onde paralelamente também militou na imprensa. Em 1990, foi cedido pelo governo federal para o governo da Paraíba, onde permaneceu até o ano de 1997, tendo trabalhado na Casa Civil e no Detran, retornando para o Estado de Rondônia, onde permaneceu até a sua aposentadoria. O mesmo é autor de um livro biográfico sobre o maestro Joaquim Pereira.

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