Carlos Priess
Publicado em 19/10/2008 às 11:00
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A juventude adormecida!
Convivemos em nosso dia a dia, com jovens, pais, entre eles, netos e filhos, todos reclamando, das dificuldades, em especial, para freqüentarem um curso superior. Querendo e precisando se graduar.Os problemas econômicos, e a elitização de nosso ensino, são as maiores evidências do atraso educacional e da baixa escolaridade brasileira, que são também, responsáveis pelas desigualdades sociais e até pela grande concentração de renda para uma minoria.
Mas rebusco na memória, as lutas dos anos 60, e me pergunto, para onde foram os sonhos de minha geração valente? Foram tantas as conquistas, inclusive, na área do ensino público e gratuito, fruto da utopia deliciosa de nossa juventude.
E nos dias de hoje, lamentavelmente, sentimos que a nossa juventude não luta, não se organiza, preferindo engrossar as fileiras de mão de obra das elites, ou então ficando na ociosidade perigosa, como isca fácil para a droga.
O que estará passando na alma da juventude de hoje, que não se organiza para pressionar o poder público a lhe proporcionar escolas públicas e gratuitas em todos os nÃveis?
Sabe-se que a quase maioria das famÃlias indigentes nunca freqüentou a escola ou abandonaram-na antes de completar um ano de estudo, enquanto os deputados, verdadeiros parasitas do povo, ganham um salário maior que do Presidente da República, acrescido de verba de moradia, passagens aéreas, 13º e 14º salários, engraxate, barbeiro e cabeleireiro grátis, além de milionárias verbas para manter seu gabinete, completando com 90 dias de férias.
É fundamental para a construção de uma nova sociedade, mais justa, solidária e integrada, a educação, que é requisito tanto para o pleno exercÃcio da cidadania como para o ingresso e o progresso, no mercado de trabalho. E para tanto, a juventude precisa sair dessa letargia e se organize em seus sindicatos, associações de bairros, entidades estudantis, e exija dos governos, de seus polÃticos, ensino público e gratuito em todos os nÃveis.
As instituições particulares existentes, que respeitamos, não serão prejudicadas, pois a massa carente é muito grande, tendo espaço para todos.
A capacitação profissional torna-se o principal fator de conquista e de manutenção do emprego, começa a esboçar um novo quadro, mas é preciso que a juventude lute junto aos representantes do povo, para que tenham também cursos superiores públicos e gratuitos.
Que as faculdades não sejam um privilégio da minoria.
E classe polÃtica não poderá ganhar a juventude trabalhadora se não buscar solução à s aspirações do povo, dando-lhe oportunidade real para trabalhar é claro, mas também para estudar, e não basta limitar a atividade da juventude apenas a seu entretenimento, ou te-la apenas, como mão de obra.
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Carlos Priess
CARLOS FERNANDO PRIESS é advogado e economista, tendo sido Diretor da Bradesco Seguros, onde trabalhou durante 30 anos. Tem especialização em Português Visão Discursiva, Docência do Ensino Superior, Reengenharia e Recursos Humanos, Mestrando em Direito Portuário, pela Univali de ItajaÃ, já com 74 anos de idade, em fase e elaboração da sua Dissertação. A margem de suas atividades profissionais, sempre colaborou com jornais de Santa Catarina. Atualmente é Diretor de Indústria e Comércio na Prefeitura de ItajaÃ.http://www.paraibanews.com/author/priess
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