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Publicado em 29/07/2008 às 9:52 -
“Clássicos à Nanquim” - Klimt
Gustav Klimt nasceu em 14 de julho de 1862 em Baumgarten, na Áustria. Filho de uma família pobre, iniciou aos 14 anos seus estudos na Escola de Artes e Ofícios. Em 1880, abriu com o irmão Ernst um ateliê de painéis decorativos. Realizou seus primeiros trabalhos no Teatro de Karlsbad e no Gurgtheater, numa época em que a arte floral começava a entrar em cena na Europa. Klimt foi contratado para pintar a escadaria do Museu Histórico de Arte de Viena em 1891. Nessas pinturas, pôde dar uma contribuição pessoal ao estilo decorativo em voga. No ano seguinte, com a morte do irmão, Klimt desfez-se do ateliê e inscreveu-se na Sociedade dos Artistas Vienenses. Como dissidência dessa sociedade, fundou em 1897 o grupo Secessão. O grupo editava também a revista “Ver Sacrum”, para a qual Klimt realizou diversas ilustrações. Em 1898, o Secessão realizou sua primeira mostra. Com a renda da exposição, Klimt e seu grupo construíram uma sede para o movimento, chamada de “Palácio da Secessão”, com projeto de Joseph Olbrich. Klimt deixou o Secessão em 1905 para unir-se aos pintores austríacos Egon Schiele e Oskar Kokoschka. Realizou várias viagens pela Europa e desenvolveu uma pintura muito própria - ornamental, linear e feminina.
Aclamado pela sociedade vienense, o artista pintou uma série de retratos de mulheres, entre os quais o retrato de Emilie Flöger, modelo com quem teve um envolvimento. Em seus últimos anos, dedicou-se a paisagens e cenas alegóricas, muitas delas inspiradas pelo pequeno castelo que adquiriu perto do lago Atter. Em 1910, participou da Bienal de Veneza e no ano seguinte recebeu o primeiro prêmio na Exposição Internacional de Roma. Gustave Klimt morreu em seis de fevereiro de 1918, em Viena, na Áustria, vítima de um ataque de apoplexia.
Sobre as obras do artista na Exposição Clássicos à Nanquim
Dànae
Esta obra de Klimt, realizada em 1907, mostra Dánae, filha do rei de Argos, que segundo a lenda grega foi fechada dentro de uma torre pelo próprio pai, porque a profecia dizia que ela daria a luz a um filho que mataria o próprio avô. Zeus, porém, visitou Dánae dentro da torre sob a forma de chuva de ouro e fecundou-a. O fruto dessa união foi Perseu. Dizem os especialistas que nessa obra Klimt satisfez a si próprio. Foi o seu período tido como dourado. A versão de Klimt para a lenda grega é vista pelos especialistas como Neoclássica.
A jovem adormecida está sensualmente enrodilhada sobre o leito e recebe a chuva de ouro diretamente nos genitais.
Esta gravura teve sua particularidade em relação às outras porque foi realizada na Biblioteca Municipal Félix Araújo em Campina Grande, utilizando-se de um livro daquele arcevo. O ato de desenhar em público, fora do atelier, provoca grande mudanças na concentração, ao menos na minha, e consequentemente, na força do traço.
Tive a preocupação, quanto ao desenho, de compor o tema mágico presente no dourado entre as pernas de Dànae, e para tal, procurei representar as formas da chuva de ouro o mais fiel ao original que pude. O resultado é que, se não podemos obter a cor ouro tão característica de Klimt, ao menos temos a beleza do movimento das gotas atingindo a personagem. Além do mais, a expressão sensual com que ela recebe essa chuva propiciou todo o clima necessário para a releitura deste quadro.
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Jorge Elô
Jorge Elô é historiador - graduado pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) - quadrinhista, artista plástico e poeta. Também é ilustrador da revista de poker Card Player Brasil, embora não entenda nada de carteado. Publica suas aventuras em quadrinhos no blog www.aventurasdavidacomum.blogspot.com e em periódicos diversos, a exemplo de "O Cometa Itabirano" de Minas Gerais. Acredita na existência. Dedica todos os seus dias ao exercício do existir. O resto é somente bônus.http://www.paraibanews.com/author/elojorge
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