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Publicado em 25/08/2008 às 12:34 - 187 exibições
“Clássicos à Nanquim” - Monet
O francês Claude Oscar Monet era um caricaturista talentoso quando foi obrigado a mudar-se de Paris para o Havre, devido a dificuldades financeiras de sua famÃlia. Lá conheceu e sofreu a influência de Eugène Boudin (1824-1898). Este não só o persuadiu a dedicar-se à pintura de paisagens, como também o encorajou a trabalhar ao ar livre, em contato direto com a “fonte de inspiração”. Em 1859, Monet voltou a instalar-se em Paris e começou a estudar na Academie Suisse, onde conheceu o pintor francês Camille Pissarro. Passou a trabalhar na Academie Gleyre, onde entrou em contato com Bazille, Sisley e Renoir. Começava, a partir de então, a formação do grupo de artistas que viriam a ser conhecidos por “Impressionistas”.
No verão de 1869, Monet e Renoir trabalhavam juntos perto de Chatou-sur-Seine, na área de Grenouillére, um café local para banhos que os trens de ferro ajudaram a tornar famoso. Neste local pintaram juntos o famoso quadro ‘La Grenouillère’. A área ficava perto de Paris e era um local ideal para quem quisesse dar um passeio, bastante arborizado e com belas paisagens. Embora ambos os pintores mal tivessem dinheiro para comprar as tintas e fossem até ajudados por não sequer possuir dinheiro para alimentos, foram inspirados pelo tema e atmosfera do local e até, talvez, pela intuição de que tinham atingido uma fase crucial no desenvolvimento do novo estilo.
Em 1890, Monet instalou-se em Giverny, à beira do rio Epte. Ali iria viver até o fim da vida, encontrando uma inspiração sempre crescente no jardim por ele construÃdo. Os reflexos na água sempre o haviam fascinado e metade da composição de choupos, nas margens do Epte é consagrada ao reflexo criado no rio pelas nuvens, pelo céu e pelas árvores. Ele produziu uma série de obras sobre árvores, vistas sob diferentes tipos de luz. Seis destas séries foram expostas em Paris em março de 1892.
A idade, os apelos da fama (Monet tornou-se o maior pintor francês vivo de sua época), a cômoda riqueza e uma doença que lhe começa a ameaçar a vista – nada atenua seu apego ao trabalho, nada o afasta de suas paisagens ou de suas flores. Só a morte (em 5 de dezembro de 1926) interromperá a busca a que se dispôs Claude Monet: a luz em movimento numa inalcançável atmosfera.
Sobre as obras do artista na Exposição Clássicos à Nanquim
Mulher num Jardim
Esta obra pertence a uma série de telas na qual Monet ensaiou os efeitos da intensa luz solar. Foram todos (ou em alguns casos quase todos) pintados ao ar livre. A luz do sol e a maneira como ela provoca alterações nas formas e nas cores, especialmente quando vista ao longe, é o tema principal destas obras. As figuras foram reduzidas à condição de natureza mortas, muito útil para o estabelecimento de uma escala e para introdução de áreas contrastantes, em tom e cor. Monet mudava muitas vezes de opinião acerca dos pormenores. Os raios X revelaram que ele tinha originalmente planeado a figura de um homem vestido com um fato de verão, atrás do canteiro de flores, ao fundo.
Na elaboração da gravura desta obra, minha preocupação principal foi transmitir toda a delicadeza e sensibilidade que permeia o quadro. Reproduzir a maneira como as flores vermelhas destacavam-se vivas sobre o verde do arbusto foi um desafio enfrentado com paciência para executar diversos pequenos pontos, mesma técnica utilizada para o vestido da mulher e para o céu ao fundo.
Saint-Germain L’Auxerrois (foto)
Este é um dos quadros que Monet pintou olhando pelas janelas do Louvre, ao invés de copiar as telas expostas no museu, com faziam os demais pintores. Nesta gravura minha preocupação principal foi com os pequenos detalhes, reproduzidos pacientemente para que ficassem próximos ao original.
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Jorge Elô
Jorge Elô é historiador - graduado pela Universidade Estadual da ParaÃba (UEPB) - quadrinhista, artista plástico e poeta. Também é ilustrador da revista de poker Card Player Brasil, embora não entenda nada de carteado. Publica suas aventuras em quadrinhos no blog www.aventurasdavidacomum.blogspot.com e em periódicos diversos, a exemplo de "O Cometa Itabirano" de Minas Gerais. Acredita na existência. Dedica todos os seus dias ao exercÃcio do existir. O resto é somente bônus.http://www.paraibanews.com/author/elojorge
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27/08/08 às 2:41
O meu primeiro contato com arte, foi justamente numa exposição de monet no Rio de Janeiro na minha infância.
Ler esse artigo me fez voltar no tempo!
Excelente!
29/08/08 às 8:13
Que bom que gostou do artigo, Thiago. Seu inÃcio na arte não poderia ter sido melhor! Obrigado pelo comentário.
Abraços!