Célia Leal » Colunistas
Publicado em 14/01/2008 às 18:41 -
Eternamente , Gonzaguinha……
“Uma pessoa que durante a sua permanência conosco, contribuiu com a qualidade intelectual da música brasileira, sem, contudo perder a condição de ser Um Eterno Aprendiz,” tem que ser levada eternamente a sério. Estou falando do nosso amado Gonzaguinha. Cidadão do mundo, das causas sociais, dos gritos dos excluídos, da crítica social contundente. Ele continua vivo para muita gente.
Faço essa introdução pra lembrar deste ser humano, vitima de uma fatalidade, mas que seu legado, atualíssimo, nunca morrerá. Lembrar, sonhar, amar Gonzaguinha é de um prazer sem medida. Por isso me pergunto como um letrista de tanta beleza e profundidade musical é pauta de um programa como Som Brasil que passa na madrugada da Rede Globo. Um programa deste devia ser veiculado durante o horário nobre, para que pessoas de todas as faixas etárias pudessem ver. Felizmente eu vi, com sono mas não resisti a tanta beleza musical.O legado de Gonzaguinha me embalou na madrugada da última quinta-feira.
Foram sambas, baladas, românticas, sucessos interpretados por novos interpretes e por veteranos da MPB como a cantora Simone que se emociona e provoca arrepios com “Começaria tudo outra Vez” ao cantar com Daniel Gonzaga, o filho de Gonzaguinha. Um momento inesquecível. Fiquei em êxtase.
Sucessos como Nação, O que é, o que é; Lindo lago de amor; Feliz; Diga lá, coração; Espere por mim, morena; Petúnia Reseda; Sangrando; Não da mais pra segurar(Explode Coração); Começaria tudo outra vez; Eu apenas queria que você soubesse e Um homem também chora, desfilaram nas vozes de Simone, de Alvinho Lancellote (Grupo Fino Coletivo), de Adelmo Case(Grupo baiano Negra Cor).do pernambucano Junio Barreto além de Daniel Gonzaga, filho de Gonzaguinha e das Chicas.
Com tanta riqueza musical somos, infelizmente, obrigadas a ouvir involuntariamente nas rádios comerciais, o que há de pior. Não são musicas nem canções. São lixos que chamam de musicas e que agridem nossa sensibilidade, nossos ouvidos.Me recuso a tamanha agressão porque eu e um montão de gente quer “viver todo respeito; quer viver uma nação; quer ser um cidadão”.Salve Gonzaguinha. Salve a boa musica brasileira.
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Célia Leal
Célia Leal - Jornalista e Relações Publicas, graduada pela UFPB. Como repórter durante 15 anos, foi premiada algumas vezes. Já tendo atuado com destaque nos jornais A União, Correio da Paraíba e O Norte, além ter assessorado vários sindicatos, políticos e ONG,s. Também foi produtora e editora da Revista Mosaico, redatora do Portal Correio e do telejornal Cidade Revista.http://paraibanews.com/author/celia
jornalista.celialeal@hotmail.com
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15/01/08 às 9:55
É isso aí, Célia!
Chega de lixo!
Sucesso no novo espaço.
Grande abraço, companheira.
16/01/08 às 8:45
Seja vitoriosa mais uma vez companheira querida,
e não esqueças nosso BECO MALAGRIDA.
bjs
May
16/01/08 às 11:01
Parabens e boa sorte para voce, que é antenada em cultura e tem boas informações.
Como está Carapibus ?