Pedro Cardoso da Costa » Colunistas | Colunistas [d6]
Publicado em 31/07/2008 às 9:24 -
“PaÃs da Grampolândia”
Trata-se de tÃtulo de editorial da Folha de São Paulo de 30 de julho de 2008, que atribui esta frase ao presidente Lula e que só ocorrera em função das escutas telefônicas terem chegado ao chefe-de-gabinete da Presidência da República num diálogo comprometedor com um advogado do banqueiro Daniel Dantas.
Esse tipo de editorial reforça a posição tendenciosa de grande parte da imprensa nacional de proteger a classe bandida de cima. Essa crÃtica à s escutas da PolÃcia Federal vem de toda parte. Só que essa Instituição cada vez mais se firma na sociedade como uma das mais confiáveis e atuantes.
Por que por outros meios de prova a PolÃcia Federal nem quaisquer instituições jamais conseguiram provas contundentes contra a classe bandida endinheirada, as interceptações telefônicas autorizadas judicialmente tornaram-se o único meio eficaz. E demorou pouco, pois os mocinhos nunca reconhecem a própria voz, porque estavam meios sonolentos, gripados, com rouquidão, remédios e outras sandices que, ao invés de amenizar, deveriam agravar a pena pela desfaçatez e cinismo com que são empregadas.
Como se tornaram frágeis pela facilidade com que a Justiça brasileira aceita argumentos dessa natureza, a PolÃcia Federal passou a gravar. Mesmo assim, alguns negam as imagens. Dizem que quem entrou era baixinho, que a imagem está distorcida, quem entrou estava com roupa azul. E esquecem que até cor hoje se coloca a gosto do freguês.
Resta à sociedade demonstrar apoio à s operações da PolÃcia Federal. Essa leva de critica visa enfraquecê-la com vistas a deixar a classe bandida de cima intocável, já que escuta telefônica não se aplica à gente do morro. Pior do que as escutas e gravações são as levantadas de rosto de pobres da periferia para as câmeras de televisão, forçadas pelas polÃcias militares, e nunca mereceram editorial de repúdio de nenhum jornal de destaque.
Atribuir o tÃtulo como frase de Lula não surpreende. O presidente sempre demonstrou pouco apreço por apurações de verdade. Até que parou um pouco de defendê-las publicamente, mas sempre que surge algum desvio dos seus subalternos, todo mundo sabe que ele não vê, não sabe, não ouve, não enxerga e não sente. Perde todos os sentidos. Lula detesta apuração de algo errado e sempre se enviesa para crÃticas à s suas próprias instituições. Foi assim com seus quarenta quadrilheiros, segundo o procurador-geral da República, com os sanguessugas, com os cuecas de dólares, com os compradores e fabricadores de dossiês e tantos mais.
Daniel Dantas e toda sua classe não precisariam de defesa da Folha nem de nenhum jornal. Eles já a têm dos presidentes dos poderes constituÃdos. A classe inimputável já tem seus poderosos protetores oficiais. Editoriais como este prejudicam mais pelo caráter pedagógico nocivo à sociedade do que pela proteção em si à classe bandida de cima, por ser absolutamente desnecessária. PolÃcia Federal, grampo e algemas neles!
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Pedro Cardoso da Costa
Pedro Cardoso da Costa, tem 44 anos e nasceu em Nova Soure, BA. Em 1980, como a maioria dos nordestinos, mudou-se para São Paulo em busca de melhores condições de vida. Depois de sucessivas tentativas e desistências, por não concordar com a metodologias do ensino, cursou Direito nas Faculdades Metropolitanas Unidas. Inventou curso particular de alfabetização de adultos. Mantém uma biblioteca comunitária em sua cidade natal. É funcionário, concursado, da Justiça Eleitoral há 22 anos, onde exerceu cargo de direção por algum tempo.É crÃtico contumaz da inércia da sociedade brasileira nas várias questões de cidadania, da morosidade vergonhosa das Justiças brasileiras.http://www.paraibanews.com/author/pedro
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