Gonçalo Pontes Júnior » Colunistas
Publicado em 25/05/2008 às 23:23 -

Para garantir o sucesso tenha sempre um Plano “B”

Tenho notado que cada vez mais se ouve falar nesse tal plano “B”! Até mesmo em uma das revistas mais lidas do país, outro dia, assim era o título de uma de suas reportagens: “Você já tem o seu plano B?”

Todos os dias somos conduzidos a nos acostumar com termos, chavões, estratégias e clichês que se propõem a facilitar o atingimento do sucesso tão sonhado, não é verdade?

Fugir dessa tendência de escuta e conhecimento, por vezes pode nos fazer deixar passar o cavalo celado, o que por certo, é tudo o que não desejamos.

Dentre tudo o que tenho visto, ouvido ou lido, acho que o “tal” plano B, pode ser uma ferramenta fundamental na busca da concretização de uma pretensão. Ressalte-se que tanto na vida pessoal, como profissional.

Vamos definir o “plano B” como aquele pré-existente que, se e quando necessário, pode-se tirar da manga da camisa, ou seja, o famoso coringa, que em muitas situações poderemos chamá-lo de CORINGÃO!

Veja que utilizei na definição o termo PRÉ-EXISTENTE, para não deixar dúvidas de que ele deve ser imaginado na oportunidade em que se tem a conclusão do “PLANO A”.

Feito isso, passemos, então a analisar o “quando” utilizá-lo.

A resposta pode ter várias respostas. Atente-se que em algumas ocasiões utilizaremos verbos diferentes, às vezes pode-se utilizar o “plano B” e às vezes deve-se utilizar o “plano B”.

Quando podemos utilizá-lo:

- em situações em que o “plano A” não foi bem digerido pelo cliente (ex: Cliente: o Senhor me deu um orçamento e o achei alto. Vendedor: Antes de encontrarmos o ponto aonde possamos redimensionar o preço, quero adiantar que a qualidade final alterada é sinônimo de prejuízo!)

- em situações em que estamos sendo mensurados na avaliação de conhecimento (ex: Cliente: essa caneta tem uma boa escrita, todavia o seu custo diante desse benefício é desproporcional. Vendedor: se analisarmos apenas esse ponto, concordaria com o Senhor, contudo se for analisada a beleza do design futurista que ela tem, a durabilidade e o diferencial, o Senhor vai notar que o custo se dilui totalmente diante do que o conjunto oferece).

Quando devemos utilizá-lo:

- em situações em que, após ouvir atentamente o que pretende o cliente, o “Plano A” não se coaduna com o fechamento. (ex. Cliente: quero uma passagem aérea; Vendedor: tenho promoções ótimas; Cliente: morro de medo de avião; Vendedor: o Senhor sabia que o meio de transporte mais seguro é o avião? O Senhor sabia que aeroportos e aviões passaram a ser fortes ambiente de negócios e de oportunidades para se faturar mais?)

- em situações em que o “Plano A” não irá causar diferencial. Ex: (Cliente: o Senhor tem cosmético em sua loja?; Vendedor: não! (Plano A) Sim, temos; (Plano B) não temos simplesmente cosméticos, mas temos a forma pela qual as mulheres irão se tornar mais bonitas e desejadas).

Poderíamos, ainda, descrever várias situações do quando se pode ou quando se deve utilizar o “Plano B”, porém acho que a minha finalidade é fazê-lo entender o “Plano B” como uma potencial ferramenta em sua vida para mais facilmente você alcançar o que pretende.

Então, tenha o seu “plano B” e boa sorte.

Até a próxima!

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Gonçalo Pontes Júnior

Conferencista, Consultor e Palestrante, Graduado em Economia e Direito, Master Business Administration (MBA)– Em Gestão Empresarial, Pós-Graduado em Direito e Processo do Trabalho, há quase 10 anos dedica-se à pesquisa de cenários e tendências de gestão das organizações privadas e públicas, especialmente quanto a temas ligados à qualidade, estratégias competitivas, criatividade, transformação, motivação e inovação, bem como, a melhoria da capacitação profissional, desenvolvimento e aumento qualitativo do capital intelectual. www.gpontes.com

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