Gonçalo Pontes Júnior » Colunistas
Publicado em 03/04/2008 às 13:22 -
Reformule suas atitudes e mude de expectativa
Tenho afirmado por onde ando que nunca precisamos tanto de nós mesmos para nos destacar como a época na qual estamos vivendo.
As pessoas insistem em dizer que nunca foi tão difícil sobreviver e sempre dou a mesma explicação. Se voltarmos o tempo um pouco, constataremos que nos dias de hoje ficou mais fácil comprar uma TV, geladeira, passagem aérea, dólar, carro novo (já há financiamentos em até 80 meses com prestações fixas e juros mais baixos que o de carros usados). Para termos certeza disso, basta perguntarmos aos nossos pais como era no tempo deles para se obter tudo isso.
O que em verdade mudou em nossos dias é que antes precisávamos de favores para tudo o que fosse sinônimo de “se dar bem”, tanto pessoal como profissionalmente. Hoje se pode até ser grato (virtude humana) por uma indicação a algo, um emprego, uma ascensão funcional, todavia nada se deve pela permanência no lugar. Este status é próprio, é proveniente da performance, da competência de cada um.
Ora, diante de uma situação como esta o que precisamos para transformar o que chamamos de “dificuldades” em oportunidades é mudar nossas atitudes.
Esta dica serve, inclusive para quem está desempregado. Não adianta mais deixar currículos nas empresas e ficar aguardando e torcendo pelo chamado. Essa estratégia é comum, fato que o mercado não suporta. O que fazer? Simples! Deixe a primeira página do seu currículo preenchido com idéias, sugestões, tendências mercadológicas que interessem a empresa, ou seja, antes de qualquer coisa, demonstre o seu potencial estratégico e secundarize as fontes onde adquiriu esse potencial.
Em resumo: priorize o que é importante à empresa e que a causará curiosidade, para forçar-lhe conhecer o autor do currículo.
Veja um outro exemplo do quanto dependemos de nós: imagine como um simples pedido de desculpas pode mudar completamente uma situação.
São atitudes como estas que podem mudar em muito nossas expectativas por melhores dias, oportunidades, etc.
O mundo de hoje premia o tempo todo quem não está na média, pois, (este é o caminho para mediocridade), busca-se incessantemente quem tem o poder da raridade no que faz ou pode fazer e o melhor de tudo: só você pode decidir quando e como fazê-lo.
Outro dia estava em um restaurante jantando com minha esposa e minhas duas filhas quando três ou quatro garotos passaram vendendo rosas e mesmo nos oferecendo não nos interessamos em comprá-las. Mas, daí passou uma menininha também com um cesto de rosas para vender, parou do meu lado, colocou três rosas nas mãos, e me fitou de uma maneira que incomodava. Diante dessa situação, parei a conversa que mantinha com minha família e perguntei àquela criança em que poderia ajudá-la. Então ela falou ainda com as três rosas em suas mãos: “queria saber se o senhor vai deixar passar a oportunidade de dar estas três rosas a estas três lindas mulheres representando todo seu amor por elas?” Antes de eu falar algo, a minha mulher fechou o negócio: “é claro que ele vai querer, não vai amor?”
Aquele gesto de uma menina (algo em torno de 10 anos) vendedora ainda hoje me serve de exemplo para, em minhas palestras, demonstrar o quanto nossas expectativas na vida estão diretamente ligadas às atitudes que tomamos diariamente. Quando lembro dos quatro garotos, que também vendiam rosas, e que nada tinham de diferencial, portanto estavam na média, vi naquela garota um incrível perfil do profissional qual as empresas estão sedentas para contratar.
Hoje em dia para explicar o que precisamos para ser vistos e reconhecidos nesse mercado cheio de oportunidades, afirmo que a ferramenta necessária para isso ocorrer se chama PVI, ou seja, proposta de venda inconfundível, exatamente o que aquela menina tinha.
Todos nós podemos ter a nossa PVI e isso depende apenas de cada um.
Encontre a sua e $uce$$o.
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Gonçalo Pontes Júnior
Conferencista, Consultor e Palestrante, Graduado em Economia e Direito, Master Business Administration (MBA)– Em Gestão Empresarial, Pós-Graduado em Direito e Processo do Trabalho, há quase 10 anos dedica-se à pesquisa de cenários e tendências de gestão das organizações privadas e públicas, especialmente quanto a temas ligados à qualidade, estratégias competitivas, criatividade, transformação, motivação e inovação, bem como, a melhoria da capacitação profissional, desenvolvimento e aumento qualitativo do capital intelectual. www.gpontes.comhttp://paraibanews.com/author/gpontes
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