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Publicado em 23/08/2008 às 16:16 -

Rio 2016

Não resta dúvida de que a média de medalhas de ouro que o Brasil tem conquistado não o habilita à realização de uma Olimpíada. Duas medalhas de ouro para um país com as potencialidades do Brasil são uma tragédia, não existe definição mais adequada.

Torna-se necessário a implementação imediata de políticas públicas e privadas de estímulo ao esporte, porque é preciso ganhar acima de trinta medalhas de ouro para que os jogos não coloquem a nação brasileira numa depressão generalizada. Não é preciso inventar nada. Basta copiar as mesmas iniciativas das potências olímpicas.

O Congresso Nacional deve aprovar lei que obrigue a todos os municípios realizarem a cada ano torneios com vários esportes. Os governadores devem definir alguns incentivos exclusivos à preparação de atletas olímpicos. E outras para aproveitar os talentos que surgissem nos diversos pontos do país. As prefeituras orientarem os professores de educação física para exercitar os alunos com práticas esportivas. Teriam a tarefa de estimularem a iniciação. Função que, de forma secundária, poderia ser praticada por sindicatos, clubes, igrejas, condomínios, escolas particulares. E todos têm que se engajar nessas iniciativas. Já os empresários também deveriam patrocinar atletas, com fornecimento de material, alimentação e até treinadores de primeira linha. O trabalho deve ser claro de que a preparação dos atletas tem em vista a obtenção de medalhas. A população deve cobrar das autoridades, e de todos que possam contribuir, cada um com os meios de que dispuser.

Com resultados como os das três últimas olimpíadas, nenhum país minimante sério poderia pleitear a realização de evento tão relevante. Caso não haja investimento, a realização só trará decepção na área esportiva, despesas incomensuráveis sem nenhum benefício social e vai expor o povo brasileiro a um vexame internacional ao ganhar apenas duas medalhas de ouro em seu próprio território. E os comentaristas dizendo que as de bronze valem ouro. Bronze só vale bronze e não se deve dar um valor maior. Comemorações exageradas quando se ganha um bronze só se explicam pela resignação do inferior; do pequeno. O todo o país

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Pedro Cardoso da Costa

Pedro Cardoso da Costa, tem 44 anos e nasceu em Nova Soure, BA. Em 1980, como a maioria dos nordestinos, mudou-se para São Paulo em busca de melhores condições de vida. Depois de sucessivas tentativas e desistências, por não concordar com a metodologias do ensino, cursou Direito nas Faculdades Metropolitanas Unidas. Inventou curso particular de alfabetização de adultos. Mantém uma biblioteca comunitária em sua cidade natal. É funcionário, concursado, da Justiça Eleitoral há 22 anos, onde exerceu cargo de direção por algum tempo.É crítico contumaz da inércia da sociedade brasileira nas várias questões de cidadania, da morosidade vergonhosa das Justiças brasileiras.

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