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Publicado em 05/09/2008 às 16:46 - 107 exibições
Asplan manda representante para conhecer projeto de destilarias compactas em Minas Gerais
Conhecer o uso de altas tecnologias de cultivo e de moagem no setor sucroalcooleiro que resultam num melhor custo-benefício. Foi com esse propósito que uma comitiva formada por cinco integrantes dos estados da Paraíba e de Pernambuco esteve entre os últimos dias 25 e 27 de agosto visitando a destilaria DAEG, localizada em Jaíba (MG), e a empresa Clima/Alcompac, de Belo Horizonte. O geotecnólogo, Thybério Luna Freire, foi o representante da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), na ocasião.
A primeira visita do grupo ocorreu na empresa Clima – Soluções Térmicas e Acústicas, fabricante das destilarias compactas, cuja sede fica em Belo Horizonte. Na seqüência, eles conheceram a Alcompac, empresa pertencente ao grupo Clima e que trabalha, exclusivamente, no segmento sucroalcooleiro. “Na visita a Clima conhecemos as instalações da fábrica onde as destilarias são fabricadas. A empresa produz todas as peças da destilaria, desde a estrutura em si até os painéis de monitoramento e softwares de controle da indústria”, contou Thybério. O curioso de tudo, segundo o geotecnólogo da Asplan, é a alta tecnologia utilizada. “Todas as peças fabricadas pela Alcompac são padronizadas e são fabricadas com apenas um toque de botão. Por isso, a empresa dispõe de reposição de peças de forma imediata”, comentou ele.
Já no segundo momento da viagem, os integrantes dos dois estados nordestinos visitam a destilaria DAEG, em Jaíba-MG. “Durante essa visita conhecemos primeiramente o campo da destilaria DAEG, que produz 100% da cana processada pela destilaria”, disse Thybério. Ele lembra que o proprietário da empresa Ibá Agroindustria, Eduardo Rebelo, que compreende a destilaria e um plantio fertirrigado, falou da expectativa de crescimento da produção da destilaria. “Estamos trabalhando com uma perspectiva de produtividade média de 150 t/ha em 12 cortes”, disse. Na mesma localidade, o grupo ainda pode conheceu a empresa Ibá Agroindustrial, onde toda a cana produzida por ela é cultivada com fertirrigação por gotejamento que não pode ser interrompido. “Se pararmos a irrigação, a cana morre em menos de uma semana. Visto que, a precipitação média da região é de apenas 600mm por ano e toda a água cai em apenas dois meses”, afirmou Eduardo Rebelo.
Como a cana-de-açúcar da DAEG estava com apenas cinco meses, o grupo teve que visitar um plantio de um produtor vizinho que tinha acabado de colher 200t/ha, e que também foi auxiliada durante o cultivo com fertirrigação por gotejamento. Do campo, eles seguiram para a destilaria que fica próxima ao plantio, uma tendência que segundo Thybério Luna, deverá ser seguida de agora em diante, pois as destilarias não moerão mais cana de plantios distantes. “A tendência é crescer verticalmente, através de altas produtividades e encurtar distâncias. É mais rentável pulverizar pequenas destilarias do que concentrar toda a moagem em uma grande”, observou ele.
O geotecnólogo da Asplan destacou ainda que, de acordo com estudos realizados pela Clima, o modelo de destilaria que apresenta melhor relação custo/benefício é o de 200 mil toneladas de cana/safra. “A partir daí a curva dessa relação começa a declinar, devido ao encarecimento causado pelos altos custos de transporte de canas longínquas”, enfatizou. A DAEG como destilaria protótipo, processa apenas 30.000 t/safra, mas a Clima já está trabalhando num modelo de 200.000 t/safra. A indústria opera com apenas seis funcionários por turno. Tudo é informatizado e controlado a partir de um painel central, que pode ser acessado à distância via Internet. O sistema pode ser programado para tomar decisões sem a necessidade de interferência humana. O modelo de 200 mil t/safra operará com apenas 10 funcionários por turno.
Para finalizar Thybério Luna enfatizou que destilaria possui um alto grau de eficiência na moagem (98,5%) e fermentação (95%). Ao invés de moenda, a indústria extrai o caldo da cana com um difusor, que utiliza água à 90ºC para extração, realizando o processo através de lavagem. “O custo de implantação do difusor é mais caro do que o de uma moenda, mas essa diferença é invertida em favor do difusor logo no segundo ano de moagem, devido ao baixo custo e simplicidade de manutenção deste equipamento”, concluiu ele.
Ainda fizeram parte da comitiva, Francisco Dutra, da Universidade Federal Rural do Pernambuco (UFRPE); Roberto Cavalcanti, da Cooperativa Agroindustrial da Mata Sul de Pernambuco (COOPEAGRO); Dionaldo José Barata, da Cooperativa Agroindustrial da Mata Norte Pernambucana (COOPENORTE); e Marcelo Pereira, da Biopar Biocombustíveis e Participações Ltda.
(News Comunicação)









