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Publicado em 01/12/2008 às 15:50 -

Produtores paraibanos participam de manifestação do setor canavieiro nordestino em Recife

Diversos produtores canavieiros e membros da diretoria da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) já confirmaram presença durante uma grande manifestação pública do segmento produtivo que acontecerá na manhã desta terça (02), em Recife. Para tanto, a Asplan disponibilizará cinco ônibus para conduzir os seus associados até o local do manifesto, que terá como ponto de partida a sede da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP), no bairro da Imbiribeira. O objetivo da ação é chamar a atenção do presidente Lula, que se encontrará hoje na Capital Pernambucana, para a grave crise que vive atualmente o setor canavieiro nordestino e as implicações econômicas e sociais que ela produzirá a curto e médio prazo.

Somente da Paraíba devem comparecer ao manifesto mais de 300 produtores canavieiros, além dirigentes de sindicatos e associações ligadas ao setor produtivo de cana-de-açúcar, bem como, ainda o secretário-executivo estadual da Agricultura, José Inácio de Morais, que também é fornecedor de cana e ex-dirigente da Asplan. Para o presidente da Asplan, Raimundo Nonato Siqueira, o manifesto implica em grande expectativa para o segmento produtivo. “Estamos mobilizando vários fornecedores para unirmos nossas forças juntamente com produtores canavieiros de toda região, a fim de sensibilizarmos o presidente das imensas dificuldades que estamos vivendo, pois é urgente e necessário que ele assuma o compromisso de reparar as injustiças que vêm sendo praticadas contra os fornecedores de cana do Nordeste”, enfatizou Nonato que também é presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida).
A programação do manifesto, que contém detalhes estratégicos, foi organizada pelos dirigentes das Associações dos Fornecedores de Cana de Pernambuco, Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte, Sergipe e Bahia.
Principais pleitos

As principais reivindicações da categoria produtiva canavieira nordestina estão focadas na viabilização da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), na inclusão da lavoura canavieira no Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (PEPRO) e de uma compensação, em caráter emergencial, pelo fato dos produtores canavieiros terem sido bastante prejudicados na última safra, pelo baixo preço pago pela matéria-prima.

(News Comunicação)

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